domingo, 8 de setembro de 2013

O que é Pentecostes?


"Pentecostes (do grego, pentekosté), é o qüinquagésimo dia após a Páscoa, comemora o envio do Espírito Santo à Igreja.

No primeiro pentecostes, depois da morte de Jesus, cinqüenta dias depois da páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas (Atos 2,1-4).

Quem é o Espírito Santo?

O prometido por Jesus: "...ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a realização da promessa do Pai a qual, disse Ele, ouvistes da minha boca: João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias" (Atos 1,4-5). 

Quem eram os gigantes e os filhos de Deus de Gênesis 6?


Existem diversas interpretações para a passagem bíblica que você nos propõe:

1ª) Para alguns estudiosos, o trecho de Gênese 6,1-4 poderia ter origem mitológica, ou seja, foi meramente transcrito pelo Autor Sagrado, sem indicação da fonte pagã. Assim fazendo, estaria o hagiógrafo salientando que o mundo ia de mal a pior e precisava da intervenção de Deus, culminando no Dilúvio. 

Os defensores desta interpretação entendem que os "filhos de Deus" seriam originalmente, segundo essa fonte extrabíblica, deuses que se uniram às "filhas dos homens" (mulheres). Os católicos não aceitam esta interpretação mitológica, que entende "deuses" como "filhos de Deus".

2ª) Os cristãos primitivos, fazendo eco a uma tradição rabínica, interpretaram os "filhos de Deus" como anjos que teriam se unido às "filhas dos homens", gerando descendentes gigantes. Isso parece ser referenciado por Judas 1,6 e 2Pedro 2,4, embora tais passagens não abonem esse modo de interpretação.

domingo, 7 de julho de 2013

Os pecados da Igreja


Por Alice von Hildebrand

Afinal, como a Igreja pode ser santa se a história está manchado pelos muitos pecados dos católicos? Ora, essa dúvida só aparece quando não se sabe exatamente o que Cristo quis dizer com as palavras As portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16, 18). Este artigo é uma adaptação de The Church Ask for Forgiveness, publicado pela autora em 2000.
Conta-se que Napoleão, o vencedor de tantas batalhas, após ter mantido o Papa Pio VII prisioneiro em Fontainebleau por longo tempo, queria tomar a Igreja Católica sob a sua tutela para assim alcançar a hegemonia total na Europa. Com isso em mente, redigiu uma Concordata que entregou ao Secretário de Estado, o cardeal Consalvi. O imperador disse ao cardeal que voltaria no dia seguinte e que queria o documento assinado.

Depois de ler a Concordata, Consalvi informou Sua Santidade de que assinar o documento equivaleria a vender a Igreja ao Imperador da França e, por conseguinte, implorou-lhe que não o assinasse. Quando Napoleão voltou, o cardeal informou-o de que o documento não havia sido assinado. O imperador começou então a usar um dos seus conhecidos estratagemas: a intimidação. Teve uma explosão de raiva e gritou: “Se este documento não for assinado, eu destruirei a Igreja Católica Romana”. Ao que Consalvi calmamente replicou: “Majestade, se os papas, cardeais, bispos e padres não conseguiram destruir a Igreja em dezenove séculos, como Vossa Alteza espera consegui-lo durante os anos da sua vida?”

domingo, 30 de junho de 2013

E os que morreram antes de Cristo?



CRISTO DESCEU À MANSÃO DOS MORTOS

632. As frequentes afirmações do Novo Testamento, segundo as quais Jesus «ressuscitou de entre os mortos» (1 Cor 15, 20) (528), pressupõem que, anteriormente à ressurreição, Ele tenha estado na mansão dos mortos (529) este o sentido primeiro dado pela pregação apostólica à descida de Jesus à mansão dos mortos: Jesus conheceu a morte, como todos os homens, e foi ter com eles à morada dos mortos. Porém, desceu lá como salvador proclamando a Boa-Nova aos espíritos que ali estavam prisioneiros (530).

633. A morada dos mortos, a que Cristo morto desceu, é chamada pela Escritura os infernos, Sheol ou Hades (531), porque aqueles que aí se encontravam estavam privados da visão de Deus (532). Tal era o caso de todos os mortos, maus ou justos, enquanto esperavam o Redentor (533), o que não quer dizer que a sua sorte fosse idêntica, como Jesus mostra na parábola do pobre Lázaro, recebido no «seio de Abraão» (534). «Foram precisamente essas almas santas, que esperavam o seu libertador no seio de Abraão, que Jesus Cristo libertou quando desceu à mansão dos mortos» (535). Jesus não desceu à mansão dos mortos para de lá libertar os condenados (536), nem para abolir o inferno da condenação (537), mas para libertar os justos que O tinham precedido (538).

São Pedro foi mesmo o primeiro papa?



CRATO, sexta-feira, 29 de junho de 2012 (ZENIT.org) - A festa de S. Pedro nos coloca uma questão: Pedro morou em Roma, foi enterrado em Roma?

Resolver essa pergunta é importante porque este “morrer de Pedro em Roma e ser enterrado em Roma”, capital do Império Romano, sempre foi interpretado pela Igreja como uma vontade implícita de Cristo, fundador de Cristo, fundador da Igreja, que o Bispo de Roma deve ser considerado o sucessor de Pedro e o seu Vigário na terra.

Quem morre sem batismo, vai para o inferno?


Fonte: padrepauloricardo.org - Quem morre sem batismo vai direto para o inferno?

Que é o dom das línguas?



Um exemplo posterior pode ajudar a entender:

"O maravilhoso vaso do Espírito Santo monsior Santo Antônio de Pádua, um dos escolhidos discípulos companheiros de São Francisco, a quem São Francisco chamava de seu bispo, pregando uma vez diante do Papa e dos cardeais em um consistório em que havia homens de diversas nações, isto é, grega, latina, francesa, alemã, eslavos e ingleses, e de outras diversas línguas do mundo, inflamado pelo Espírito Santo, propôs a palavra de Deus tão devota, sutil, doce, clara e indelevelmente, que todos os que estavam no consistório, embora fossem de diversas línguas, entendiam clara e distintamente todas as suas palavras, como se ele tivesse falado na língua de cada um deles. 

E todos estavam estupefatos, e parecia que se havia renovado aquele antigo milagre dos Apóstolos no tempo de Pentecostes, os quais falavam em todas as línguas por virtude do Espírito Santo.

E diziam um ao outro, com admiração: “Não é da Espanha esse que prega? E como ouvimos todos nós que ele fala nas línguas de nossas terras?”. O Papa, semelhantemente, considerando e se maravilhando da profundidade de suas palavras, disse: “Verdadeiramente este é a arca do Testamento e armário da Escritura divina”. Para louvor de Jesus Cristo e do pobrezinho Francisco. Amém."
(I Fioretti de São Francisco, cap. XXXIX)